17 Março 2007

A Segunda Vida da Internet

Nascemos, somos apresentados ao mundo que nos rodeia. Aprendemos a comportar-nos em sociedade, a comunicar, a vestirmo-nos e a andar. Este é o desenvolvimento natural de qualquer ser humano, mas também dos membros do Second Life.

Não se trata de um programa vulgar de conversação na internet: é uma realidade virtual e paralela, em que podemos fazer tudo o que fazemos na realidade. No jogo, pode-se comprar terrenos, roupa e ganhar dinheiro, tal como na vida real.

Um dos negócios florescentes no Second Life é o dos casinos. Já existem milhares de sítios onde podemos gastar todo o dinheiro que quisermos. Basta pesquisar uma palavra inocente como "Portugal" e o resultado são casinos luso-brasileiros.

As personagens criadas por cada utilizador vagueiam num espaço livre, que simula o mundo físico, interagem com os outros e podem investir Linden Doláres em terrenos e muitas outras coisas. A especulação imobiliária é mesmo uma das formas de ganhar algum dinheiro na vida virtual, que se transforma em dinheiro real quando se quiser.

A agência noticiosa Reuters criou uma ilha noticiosa no Second Life e destacou, em exclusivo, um jornalista para cobrir o que de mais importante se passa no virtual. Adam Reuters é o pseudónimo do jornalista que vai relatar tudo o que de mais importante se passa no mundo virtual.

Durante a cimeira do Fórum Económico Mundo, em Davos, Adam Reuters fez várias entrevistas em directo no Second Life a personalidades como Arianna Huffington, Richard Edelman e Peter Gabriel.

A política parece ser o próximo passo do programa, a que alguns parecem ter muita dificuldade em chamar jogo. A Suécia está a criar a primeira embaixada virtual no Second Life, não para emitir passaportes e vistos, mas para facilitar às empresas nórdicas a entrada no mundo virtual.



Fonte: Jornalismo Porto Net

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